Quando penso em Marilyn Monroe logo me veem a mente uma mulher anos a frente do seu tempo. Há 50 anos, morria Marilyn Monroe além de um ícone do cinema, uma pessoa tomada por fortes emoções. Passadas cinco décadas, a estrela ainda inspira e domina o imaginário coletivo.
Nascida em 1º de junho de 1926, Norma Jeane teve um infância instável. Filha de mãe solteira (diagnosticada com esquizofrenia), cresceu em um orfanato e depois se mudou para a casa de amigos da família. Quando deu início à carreira artística, adotou o nome Marilyn Monroe e assim conseguiu esconder boa parte do passado, inclusive a doença da mãe. A criança, a princípio rejeitada, se tornou uma das mulheres mais desejadas do planeta. No cinema, tinha boa atuação, mas não era uma unanimidade entre os críticos. Marilyn não caiu no esquecimento porque sua importância vai além do meio cinematográfico.

Após fazer um anúncio de cerveja, em 1949, uma empresa de calendários propôs que ela posasse nua. Ingênua, aceitou por um valor muito baixo. Dias após o convite, lá estava ela, enroscada em um veludo vermelho fazendo caras e bocas para o fotógrafo Tom Kelley. Até então, já havia assinado contratos com a 20th Century Fox e a Columbia Pictures, mas não tinha feito nenhum papel relevante como atriz. Em 1953, quando Hugh Hefner, o fundador da Playboy, lançou a primeira edição da revista nos Estados Unidos, ele comprou a foto de Marilyn nua – que estará na Cinemateca – e a estampou na capa. Pela primeira vez, suas curvas voluptuosas foram evidenciadas. Um novo padrão de mulher era estabelecido e ela passou a ser vista como uma deusa do sexo. Isso em um período em que havia repressão política, social e sexual. Ao declarar que usava duas gotas de Chanel Nº 5 para dormir, nada mais, reforçou a imagem provocante e provou que a publicidade espontânea é a mais eficaz.

Marilyn balanceava o forte apelo sexual com um look romântico, que acentuava a sua feminilidade. Nas telas, ela aparecia com vestidos arrasadores, de decotes caprichados, e no dia a dia também mantinha-se impecável. Para acentuar as curvas, usava vestidos e saias que marcavam a cintura. Desejada pelos homens e copiada pelas mulheres, o estilo da atriz ainda serve de inspiração nas passarelas (e fora delas). A cantora Amy Winehouse, por exemplo, era adepta do estilo ladylike, cheio de referências dos anos 1950 e 60. E, na moda, essa não foi a única herança deixada pela diva. Ela ainda foi uma das precursoras dos biquínis de duas peças. Mesmo a calcinha sendo grande – na altura do umbigo –, era um atrevimento para a época.
E para comemorar os 50 anos da morte da diva, que serão completados em agosto, a MAC vai lançar uma linha com 30 produtos inspirados em Marilyn, entre esmaltes, o famoso delineador, sombras e o batom vermelho, claro!
Nos cinemas em breve o filme Sete dias com Marilyn!